terça-feira, 28 de abril de 2009

colorido.

Era uma vez uma menina curiosa e desastrada que vivia no pequeno vilarejo de Yellowland. Ela se dizia feliz na cidade amarela. Tudo era amarelo: o sol, as nuvens, as estrelas, as pessoas, as roupas das pessoas, o sorvete de morango, o tomate da salada e até o brigadeiro. Um dia, passeando pelo parque, ela percebeu uma luz diferente atrás de uma árvore. Curiosa, ela se aproximou cada vez mais daquilo que parecia tê-la hipnotizado. A cada passo, a luz se tornava mais forte, e ela sentia as pernas bambas, o coração na mão. O clarão tinha uma cor forte, mas ela não saberia dizer com que se parecia, já que tudo o que vira na vida até ali, era amarelo. Enfeitiçada, a menina seguia a luz, num misto de medo e expectativa, sentindo-se presa por vontade. Quando, num impulso, ela finalmente tocou o que parecia ser o ponto de partida da luz. Não sentiu mais os pés. Não sentia mais o peso do corpo. Flutuou. E ao tocar o céu, pode perceber que toda a luz tinha sido transferida pra lá. Maravilhada, ela deu àquela nova cor, o nome de 'blue', porque o que ela mais gostava era de ouvir blues. E essa é a história de um céu. Qual a história do seu?

Um comentário:

Sofia disse...

Quérida, adoro metáforas, comparações, eufemismos e ambiguidades. Figuras de linguagens, we love u!
Belíssimo texto, e gozado aná, acredita que entendi tudinho do começo ao fim?
hahhahahha
TE AMO!

boto fé (de boné? PELAMORDEDEUSNÃÃÃÃO) hahahhahaha

beijo white chick